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Momento de Investir no seu Hotel

Ao longo do ano de 2009 as receitas hoteleiras tiveram uma expressiva queda como reflexo da crise financeira mundial, fazendo com que os hotéis tivessem que recorrer à redução de custos para manterem a sua margem operacional.
Thais Perfeito

Ao longo do ano de 2009 as receitas hoteleiras tiveram uma expressiva queda como reflexo da crise financeira mundial, fazendo com que os hotéis tivessem que recorrer à redução de custos para manterem a sua margem operacional. Acompanhamentos da HVS na cidade de São Paulo, revelam uma redução real em determinados hotéis de até 10% dos custos operacionais, entre os anos de 2008 e 2009.

Essa redução de custos trouxe benefícios de curto prazo, como a estabilização dos resultados financeiros. Porém, cortes na área de treinamentos e reduções de investimentos em infra-estrutura, muito comuns em épocas difíceis, podem representar uma ameaça à própria saúde financeira do hotel, caso se mantenham por um longo período, uma vez que comprometem a qualidade do serviço oferecido, bem como a estrutura hoteleira.

Os treinamentos aos colaboradores são um dos primeiros cortes que os hotéis fazem nesse período de crise, no entanto, essa diminuição de investimento na formação dos seus funcionários significa uma redução na qualidade do serviço oferecido. Uma informação equivocada passada pelo setor de reservas, por exemplo, pode causar uma insatisfação imediata do hóspede, invalidando toda uma experiência de hospedagem do mesmo.

A boa notícia é que a recuperação das receitas vem ocorrendo em 2010, como já se identificou no primeiro semestre e vem se mostrando como forte tendência para os próximos meses e anos. Essa melhora nas receitas traz um fôlego para o gestor hoteleiro, que pode voltar a investir no treinamento do seu pessoal e na qualidade do seu produto, sem comprometer a rentabilidade do investidor.

Investimentos em modernização dos apartamentos passam a ser uma realidade a que os hotéis devem se enquadrar. A recuperação do mercado trouxe o aumento das tarifas, que, naturalmente, leva a uma demanda pelo hóspede por uma contrapartida na relação custo e benefício. Um caso típico disso é a troca dos televisores de tubo por televisores de LCD, os quais se tornaram um pré-requisito para os hotéis e sua ausência pode representar uma grande frustração aos hóspedes.

Uma boa dica para este momento também são certos investimentos, que na verdade podem ser encarados como uma redução de custos no longo prazo. Esse é o caso dos investimentos em aumento de eficiência energética. Equipamentos de aquecimento solar ou por bomba de calor, por exemplo, reduzem ou até mesmo eliminam a conta de gás da área de hospedagem e, com a economia em contas de utilidades, resultam em um payback relativamente baixo.

É importante destacar que o retorno de treinamentos para os colaboradores e dos investimentos em melhoria do produto devem ser estudados e realizados conforme a necessidade e categoria de cada hotel e de cada mercado específico. A euforia que este momento de recuperação traz, não pode ser aproveitada sem prudência.

B.A. in Hospitality from SENAC São Paulo, and currently completed a post-graduation degree in Business Administration at Fundação Getúlio Vargas (CEAG/FGV). Thais started her career at Marriott in the Revenue Management sector, and she also has experience in the hotel and restaurant operational sector. Since 2005, she has been at HVS in the Hotel Asset Management division, where she is responsible for the analysis of the management of 13 hotels located in São Paulo, Rio de Janeiro, and Salvador with more than 3,000 individual owners. She has also worked on the planning and structuring of the portfolio of the Hotel Maxinvest Fund.

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